
terça-feira, 24 de março de 2009
Presidente da Câmara concede entrevista

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Entrevista com Vereadora Neusa Stoll (Feita em Novembro de 2008)

PZ: Você acha que as mulheres têm uma visão diferente dos problemas da cidade?
PZ: Sobre as diferenças e preconceitos que as mulheres ainda enfrentam no poder, o que você tem a dizer sobre isso?
PZ: Entre tantos vereadores homens, como você se sente em estar nesse meio, onde a participação das mulheres é pouca?
PZ: Como você vê a situação das pessoas carentes do Município?
PZ: Você trabalha na área da saúde, como você vê a saúde em Pomerode, quais são os pontos mais críticos e o que ainda precisa ser feito para melhoria?
PZ: A educação é hoje prioridade em todo o Brasil. Como você vê a educação no nosso município?
PZ: Cada vereador (a) tem as suas idéias e o seu ponto de vista que deve ser aproveitado e respeitado. Como você vê tantas idéias sendo desperdiçadas, muitas vezes por falta de recursos, ou por descaso do Poder Executivo?
Neusa: Qualquer boa idéia desperdiçada é retrocesso. É tão comum hoje sabermos que é preciso “andar para frente”, que uma boa idéia não levada em consideração, não aproveitada, não transformada em realização, já não é uma idéia abandonada e sim uma causa para retrocesso. O que acontece é que muitas vezes as idéias brotam de vertentes político-partidárias não afinadas com este ou aquele Executivo e aí caem no esquecimento. Mas isto sempre foi, é e será condenável toda vez que resultar em prejuízo para a comunidade.
Entrevista com Vereador Arno Müller (Feita em Novembro de 2008)
Arno Müller, Vereador e Vice-Presidente da Câmara de Vereadores no próximo ano entra para seu 5º mandato. Arno se candidatou a primeira vez como vereador em 1988 pelo PMDB e ganhou, graças ao Rudolf Koch que o botou na política. Em 1992 foi candidato a vice-prefeito na chapa do China (Eugenio Zimmer) e perderam a eleição. Continuou sendo vereador e desde então é vereador de Pomerode, hoje é vereador pelo PP.
Segundo Arno, ele é o vereador que mais apresentou projetos, indicações e requerimentos na história do município de Pomerode. Em entrevista ao Jornal Pomeroder Zeitung ele garante que a nova administração de Pomerode fará muito mais em 4 anos do que foi feito em 40 anos. E quando perguntamos qual foi a maior conquista dos vereadores ele responde de imediato que foi a construção da câmara de vereadores.
PZ: Você está a bastante tempo dentro da câmara de vereadores, o que você pode destacar como a maior conquista de vocês vereadores?
Arno: O projeto mais importante foi o lar do idoso, em 1990, no meu primeiro mandato. Foi um projeto meu, da D. Norma Rahn e de um Pastor da Igreja Assembléia de Deus. Conseguimos o projeto porque tínhamos ido para Trombudo Central visitar os idosos. Uma oma me agarrou no pé e disse que queria vir junto para Pomerode, porque ela viveu 68 anos em Pomerode. Então comecei a batalhar para ter o lar do idoso e que hoje é uma realidade. Outros projetos também foi que cortei as férias de julho dos vereadores, criei o plantão do vereador, criei a tribuna livre para o povo poder falar. A maioria dos projetos hoje infelizmente são transferências de receita. Enquanto o presidente da república legisla com medidas provisórias, a maioria das prefeituras legisla com transferência de receita. Por isso eu defendo sempre um orçamento maior do que a capacidade, para não acontecer de ter que fazer projetinho por causa de dois mil reais, 500 reais, isso tem que haver maior autonomia nas secretarias. Eu acho que não pode ser tudo muito centralizado, tem que ter isso sem ter que passar pela câmara, pra isso que vereador ganha pago, para fiscalizar.
PZ: E que projeto seu aprovado foi mais importante?
Arno: A construção da câmara de vereadores. Foi um objetivo de três vereadores, a Rosita Jung, que comprou o terreno, eu que comecei a construção e o Paulo Nicoletto que levantou a construção. A maior conquista de um vereador de Pomerode foi a sede própria da câmara de vereadores. Uma grande obra nos últimos dez anos que foi conquistado para ter independência. Se hoje a câmara não tivesse essa independência não teria essas emendas todas no plano diretor. Na prefeitura o vereador não tinha validade nenhuma, a verdade é essa. O vereador não podia se defender, porque estava dentro da prefeitura. A sede da Câmara existe para ter essa independência. Muitos vereadores batalharam para a câmara existir, e construímos sem pedir um centavo da prefeitura, nenhum centavo.
PZ: Qual é a maior dificuldade na função do vereador?
Arno: Na verdade não existe dificuldade, para vereador querer é poder. O que acontece muitas vezes quando está na oposição como é o meu caso, não somos atendidos pelo prefeito. O prefeito atende primeiro as pessoas do partido dele e o vereador tem dificuldade nisso. Muitas vezes eu consigo as coisas na briga, na força. Principalmente nesses últimos quatro anos o vereador não foi atendido muito bem pelo executivo. Nós tínhamos um chefe de gabinete e ele dava respostas para o vereador, o que dava e o que não dava para ser feito. E o que faltou nesses últimos quatro anos do Prefeito Ércio Kriek foi conversa com os vereadores. Estamos aqui só para ajudar Pomerode e não atrapalhar. Eu tenho dificuldade de conviver com partido, porque o partido ás vezes te obriga a votar contra coisa boa, só porque é de outro partido. E isso eu não faço e por isso muitas vezes eu troquei de partido. E partido não faz nada, quem faz são as pessoas.
PZ: O que você espera da nova administração da Prefeitura?
Arno: O que eu espero são só coisas boas. Eu posso afirmar, não é esperar, eu afirmo que vai ser a maior administração da história do município de Pomerode. Em 4 anos nós vamos fazer mais do que os caras fizeram em 40 anos. Pomerode ano que vem completa 50 anos e nesses 4 anos de administração de Paulo e Gladys a qual eu tenho orgulho de participar, vai ser uma administração parecida a de Juscelino Kubitschek . Porque temos o Deputado Federal João Alberto Pizzolatti que vai trazer dinheiro, o Deputado Estadual Gilmar Knaesel e temos um bom relacionamento com o governo do estado e com o presidente da república. E mais uma vez eu afirmo, vai ser a maior administração da história de Pomerode.
PZ: Recentemente nós fizemos uma enquete com as pessoas na rua e perguntamos, porque a comunidade não comparece as sessões da câmara? Faço a mesma pergunta para você.
Arno: Acho que muitas pessoas não vão à sessão porque para isso elegeram o vereador. Tem pessoas que confiam no vereador e isso nós mostramos na última eleição, reelegendo 4 vereadores. E o Laudir Bussarello, que é primeiro suplente deve assumir alguma coisa na Câmara Municipal de Vereadores. Acho também que as pessoas devem ser atendidas pelo vereador, as pessoas votam no vereador, não votam em assessor jurídico. Ultimamente a câmara tem melhorado o público, por causa de polêmica e outras coisas. A comunidade acreditou em quem votou para defendê-lo e tem confiança na maioria deles.
PZ: O vereador não tem o poder de prometer, pois são legisladores e fiscais, não são executores. Porque então são feitas tantas promessas?
Arno: Promessa o vereador tem que fazer, vereador que não faz promessa não pode ser vereador. Vereador que não prometeu nada, não vai fazer nada também. Agora é claro que tem vereadores que prometem até o mundo, tem coisas que o vereador pode prometer. Pode prometer um requerimento, pode dizer que fará o possível para resolver as questões importantes da cidade e fazer pressão em cima do prefeito. A função do vereador é legislar e fiscalizar, alguns casos tem ficado meio de lado, porque na verdade o vereador é eleito para representar a população. Mas trabalho o vereador tem que prometer.
PZ: Há projetos para pavimentar o centro de Pomerode?
Arno: Sim, fiz requerimento para pavimentar o centro da cidade, Pomerode tem que ser pavimentado tanto o centro quanto o interior. Quando o governo pavimentar a maioria das ruas, não vai mais precisar de patrola e de macadame. E é o interior que vem para o centro, o centro não vai para o interior. Não tem condições de andar assim, até 1989 nós tínhamos o melhor paralelepípedo do Brasil. Hoje nós temos sem dúvida nenhuma o pior paralelepípedo do Brasil, porque não dá para andar em Pomerode. O turista que vem para a nossa cidade deve sair frustrado, a cidade mais alemã do Brasil, limpa, mas pegar o carro para andar aqui é uma vergonha.
PZ: Na sua visão, fazendo uma análise em todos os principais pilares da atuação executiva, Educação, Saúde e Recursos. O que melhorou e o que piorou em nossa cidade?
Arno: O que eu vejo que melhorou foi o SAMAE, melhorou o esporte também. A saúde para mim não melhorou, embora tenha sido gasto mais dinheiro do que antes. A educação de Pomerode não piorou só agora, ela vem piorando nos últimos dez anos. Até 1989 Pomerode era espelho para o Brasil, nós éramos campeões em todas as matérias. Hoje nos estamos festejando um 4º colocado do Brasil. E não concordo, onde já tivemos a melhor educação do Brasil, Pomerode tem que voltar a ser a melhor e nós temos esse potencial. Temos que rever os conceitos da educação, porque a escola é a segunda casa dos estudantes e temos que dar valor á isso. Educação não é só ler e escrever, é muito além disso e esse além está faltando. E na saúde precisamos dar mais atenção ao hospital porque os postos de saúde não dão conta. Queremos que os postos de saúde fiquem abertos até as 22 horas, pelo menos o posto de saúde do centro. Temos que ter médicos de plantão, médicos bons, o atendimento tem que melhorar, por isso precisamos dar atenção maior ao hospital.
Eu quero agradecer ao jornal Pomeroder Zeitung que sempre me acompanhou nesses anos todos. Agradecer quem vota em mim, agradecer meus familiares que eu amo e ao Brizola que me lançou na política com Rudolf Koch.
Entrevista com Vereador Hamilton Petito (Feita em Dezembro de 2008)
PZ: Qual a sua expectativa para a administração de 2009?
Petito: Muito otimista. Primeiramente porque assume a prefeitura o prefeito Paulo Pizzolatti e a vice–prefeita Gladys Knaesel, com muita vontade de trabalhar pela nossa cidade de Pomerode. Basta ver seu programa de governo, do qual eu como vereador quero participar ativamente no sentido de auxiliar a torná-lo realidade. Além dessa boa vontade, temos um momento político muito favorável: a contribuição no próximo ano de um ex-prefeito experiente (Ércio Kriek), o apoio dos deputados João Pizzolatti e Gilmar Knaesel. Ainda contaremos com a maioria dos vereadores que comporão o Legislativo no próximo ano. A oportunidade política para a realização de grandes obras para a nossa cidade não poderia ser melhor.
PZ: O que precisa ser melhorado na política de Pomerode ?
Petito: De uma maneira geral a política de cidades com menor número de habitantes é recheada de boatos, de fatores pessoais mesclados a fatores políticos. A utilização inapropriada dos momentos para manifestações políticas, falta de conhecimento das verdadeiras obrigações dos homens públicos, cada um na sua área de atuação. Pomerode apresenta alguns desses problemas, ainda que praticados por uma minoria. Temos a esperança e a convicção de que desaparecerão com o tempo.
PZ: Quais são seus objetivos para a cidade?
Petito: Como vereador, meus objetivos são os de trabalhar com vontade e de forma dedicada em todos os setores de Pomerode, nos quais haja a necessidade do trabalho de um vereador. Quero através desse trabalho e de alguma experiência já obtida anteriormente contribuir para que nossa cidade possa crescer e se desenvolver de forma a trazer mais qualidade de vida à população.
PZ: Esta é a sua primeira candidatura em Pomerode. Você considera que o povo está mais consciente na hora de votar?
Petito: Acho que o Brasil como um todo está progressivamente mais consciente na hora de votar. Essa consciência vem se desenvolvendo aos poucos, talvez à custa da necessidade de se corrigir e prevenir escândalos que transformam a política em uma atividade decadente e corrupta. Mas quando corretamente exercitada, não é. Pelo contrário, é digna e necessária para um país no qual a forma de governo está representada pela democracia. Claro que durante a campanha alguns pedidos absurdos me foram feitos. Não foi difícil negar tais pedidos, basta querer. Assim não haverá corruptores e nem corruptos. Afinal, nem todos os políticos querem comprar votos. Alguns preferem trabalhar para merecê-los. Para terem a agradável sensação do dever cumprido.
PZ: Quais serão os principais pontos de abordagem em seu mandato?
Petito: Bem, alguns projetos já estão delineados para o próximo ano. Estão relacionados a discussões levadas a efeito com os meus eleitores durante a última campanha. Outros que já deram certo em outros municípios poderão ser adaptados para a nossa cidade. É claro que estou falando de projetos que dependerão de discussão com os demais vereadores e com o Poder Executivo, para que sejam analisadas as viabilidades. Nossa pretensão é atuar em todas as áreas onde haja necessidade de intervenção por parte do vereador: saúde, lazer, esporte, cultura, segurança, educação, transporte, moradia etc. Enfim, estarei voltado para todas as necessidades visando um crescimento ordenado de Pomerode e melhoria da qualidade de vida.
PZ: De que maneira você pretende ajudar a Câmara de Vereadores? E a comunidade?
Petito: Em ambas as situações pretendo ajudar cumprindo com as obrigações de um vereador, pautadas na Constituição Federal e na Lei Orgânica do Município. Infelizmente para alguns, as verdadeiras funções dos vereadores estão desviadas do seu rumo legal. Para alguns vereadores e para parte da população, o vereador passou a ser um “despachante de luxo”; exercendo funções que não lhe competem: ora servindo de motorista, outras vezes retirando documentos ou facilitando a obtenção de favores junto aos órgãos públicos. Às vezes a culpa é do próprio político que explora as dificuldades da população, prestando tais favores em busca do voto fácil. Somos favoráveis a trabalhar de modo geral para a população e não de modo particular. Felizmente ainda que de forma lenta, a situação está mudando. A população cada vez mais toma consciência das legítimas obrigações do vereador, cobrando dele uma participação mais efetiva junto à comunidade. Hoje a população já começa a entender que asfalto e saneamento básico são obrigações do Poder Executivo, do prefeito, cabendo ao vereador indicar e fiscalizar a sua correta execução. Ao vereador compete legislar, criar leis que tornem a sociedade mais justa e mais humana; deve ainda preocupar-se com a fiscalização financeira e com a execução orçamentária do Poder Executivo Municipal; também fiscalizar as contas apresentadas pelo prefeito. É preciso orientar a comunidade para que perceba que é seu direito e dever, cobrar do vereador proposições e medidas que visem o interesse coletivo e não o interesse particular. É preciso que cada vez mais a comunidade debata, participe e sugira, cobrando dos vereadores seu verdadeiro papel.
PZ: Você deve estar se preparando para assumir o seu mandato em 2009. Como está sendo este trabalho?
Petito: Já estou fazendo contatos com algumas pessoas interessadas em soluções gerais relacionadas à saúde, à educação, ao lazer, entre outras áreas. A finalidade é ouvir sugestões e críticas para embasar futuros projetos que colocarei para discussão com meus colegas vereadores e desta forma todos aprovarmos o que for conveniente para a cidade.
PZ: Você é reconhecido como um competente Secretário de Saúde. Há opiniões de que seria convidado para continuar como Secretário no governo do prefeito Paulo Pizzolatti. O que há de verdade nisso?
Petito: Não há qualquer verdade nessas especulações. Tenho repetido para todos que minha opinião, respeitando a dos demais, é contrária a um vereador assumir uma Secretaria. Quando voto em um candidato, faço-o baseado nas qualidades daquele candidato e na confiança que mantenho nele para melhorar a vida da cidade. Ao se afastar o vereador é substituído por um suplente que não necessariamente possui as qualidades daquele que é afastado, às vezes frustrando as minhas expectativas. Devo ainda considerar o fato de que durante a minha campanha para vereador, vários eleitores me questionaram a respeito, solicitando-me que se eleito não me afastasse da Câmara. Por concordar com eles pretendo ficar na Câmara durante os quatro anos. Isso não afasta a possibilidade de auxiliar nosso futuro prefeito em todos os assuntos da área médica, sobre os quais eu tenha conhecimento ou experiência. Quero colaborar em tudo o que for possível. Muito me honrou ter sido reconduzido à Secretaria de Saúde no dia 22 de outubro onde devo permanecer apenas até 31 de dezembro.
PZ: Em relação à saúde, qual seria no seu ponto de vista a ação mais importante a ser tomada no próximo ano?
Petito: Creio que seria o atendimento aos problemas de saúde mental. Quando assumi a Secretaria de Saúde implantei o que me era possível e que persiste até hoje: um Grupo de Saúde Mental, constituído por um médico psiquiatra, duas psicólogas e uma estagiária de psicologia. Esse grupo ainda atua dentro do Posto de Saúde do Centro e com muita eficiência. Haja vista que tivemos uma queda de quase 50% nos casos de depressão pós-parto que ocorriam em Pomerode. Mas é insuficiente, pois além de não dar conta de todos os casos, faltam-nos ainda outros especialistas que são importantes para o tratamento da saúde mental. Foi quando descobrimos a possibilidade de montarmos em Pomerode uma unidade do CAPS (Centro de Atendimento Psicossocial). A esta altura cabe um breve resumo histórico.
Até 1992 a maioria dos hospitais psiquiátricos não passava de meros depósitos de pacientes que permaneciam meses ou anos internados. Sem tratamento adequado e sem qualquer melhoria do seu quadro. Foi então iniciado um processo de desospitalização e de humanização do tratamento psiquiátrico, movimento que recebeu o nome de Reforma Psiquiátrica. Trata-se de uma reforma a nível mundial e apoiada pela Organização Mundial de Saúde. O governo federal no intuito de substituir o tratamento dos pacientes hospitalizados por um tratamento mais humano, mais integrado à família e à sociedade, criou unidades denominadas CAPS. Estas contariam com médico psiquiatra, psicólogos, assistente social, terapeuta ocupacional, atendimento a jovens viciados ou não, farmácia, reuniões familiares, orientação educacional, oficinas terapêuticas, psicopedagogo, etc..
Cabe observar que o governo federal envia verba para quase todas as despesas, exigindo apenas o espaço físico cedido pela prefeitura e a presença de um profissional pós-graduado em saúde mental. Com a intenção de contribuir e iniciar o processo de implantação do CAPS, há dois anos iniciei e concluí na FURB a necessária pós-graduação em Saúde Mental. Como a necessidade do atendimento persiste, ficamos muito felizes ao constatar que a implantação do CAPS faz parte do programa de governo do nosso próximo prefeito, o Dr. Paulo Pizzolatti. Agora resta-nos iniciar o próximo ano e trabalharmos todos, Executivo e Legislativo, para avançarmos nessa tão importante conquista para a saúde de Pomerode.
“Quero aproveitar para agradecer a todas as pessoas que em mim votaram em outubro, demonstrando confiança e permitindo minha eleição para vereador, dando-me a oportunidade e o privilégio de trabalhar pela nossa tão querida cidade de Pomerode. Quero também agradecer ao jornal Pomeroder Zeitung por essa oportunidade que me dá para divulgar minhas idéias e intenções e para colocar-me à disposição de todos, sempre que julgarem necessário”.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Entrevista com Fredi Goede
Vemos notícias da crise o tempo todo, mas ainda não sabemos quando ela nos afetará. Por não ter chegado na nossa cidade ficamos despreocupados. Segundo o presidente da ACIP Fredi Zmazek Goede, todos devem se prevenir porque a crise vai chegar a Pomerode em breve. “Já se tem comentários de algumas empresas que já estão diminuindo ou fechando alguns turnos. Acredito que isso vai começar a se agravar ainda mais com o tempo”, define o presidente da ACIP. A crise é um círculo vicioso, as pessoas ficam desempregadas, economizam dinheiro e o comércio aos poucos vai diminuindo. É assim que a crise chega para todo mundo. Entenda um pouco mais, numa entrevista com o presidente da ACIP.
PZ: A crise irá afetar o empresário ou isso só está na imaginação?
FG: Eu acho que vai afetar os empresários assim como vai afetar a população, só não acho que vai como acho que já está sendo afetado. Já se tem comentários de algumas empresas que já estão diminuindo ou fechando alguns turnos. Acredito que isso vai começar a se agravar ainda mais com o tempo.
PZ: Existe alguma prevenção para evitar a crise?
FG: Na verdade a prevenção vem por parte do governo e por enquanto não estamos sentindo nenhum tipo de prevenção. Nos EUA já foi liberado dinheiro para bancos e montadoras de veículos, mas aqui na nossa região não temos nada de concreto ainda.
PZ: As pessoas precisam se preocupar com a crise? Por quê?
FG: Sim, a crise vai chegar na casa de todo mundo, vamos sentir que algumas pessoas vão ficar desempregadas e essas pessoas vão diminuir os seus gastos. Conseqüentemente vai diminuir vendas e produção de empresas, é um círculo, precisamos nos prevenir. Nós não estamos sentindo muito porque está rodando muito dinheiro no nosso mercado em função da liberação do FGTS. Essas pessoas estão fazendo o dinheiro girar e mantendo o mercado ativo. Devemos sentir a crise mais tarde, mas a previsão de quando vai começar infelizmente não tenho.
PZ: Então irá afetar mais o empresário ou o público?
FG: Igual, ambos vão ser afetados. A partir do momento que o empresário sente que as vendas dele caíram, ele irá diminuir a produção e demitir funcionários. A população gasta menos e o comércio diminui as vendas e começa o círculo novamente.
PZ: As noticias da mídia, você acha que são apelativas ou estão realmente mostrando a realidade?
FG: Toda notícia é válida, o que eu julgo é a maneira que a pessoa vai interpretar a notícia, pois temos informações verdadeiras e falsas. Esse é o problema, infelizmente a instrução no Brasil nunca foi dada o valor adequado. Você precisa saber se a fonte que está lendo é realmente segura.
PZ: A queda de empregos pode chegar ao nosso município?
FG: Sim, pode chegar. Mas ainda não temos informações precisas se isso irá acontecer de imediato.
Entrevista com a Vice-Prefeita

A vice-prefeita Gladys Knaesel é formada em odontologia e cursada em especialização de turismo e lazer. Seu partido é o PSDB e trabalhou como secretária de Turismo por 8 anos e traz uma boa experiência no assunto. Quem está acompanhando os trabalhos da prefeitura já pode ver que Gladys é uma vice atuante, está sempre presente nas reuniões e dando suporte ao prefeito. E ela pretende continuar assim até o final de seu mandato. A vice-prefeita explica como será trabalhado o plano de governo que foi apresentado na eleição do ano passado e nos traz importantes detalhes do turismo. “Hoje como vice-prefeita eu tenho uma visão macro do município, não me atenho apenas ao turismo, mas a todas as secretarias de Pomerode”, concretiza Gladys Knaesel.
PZ: Vice-prefeita substitui o prefeito quando ele não está e você também não tem nenhum comando para administrar a cidade, porém você está muito presente na prefeitura. Você assumirá uma atribuição mais direta na administração?
GK: O prefeito Paulo me deu esse espaço e optou em fazer uma administração participativa. Ele está me dando a liberdade de participar de reuniões, procura minha opinião para tomar decisões. O espaço interno da prefeitura está sendo remodelado e vou ter uma sala própria, onde eu possa atender as pessoas e a imprensa. Isso já é um diferencial na administração do prefeito, é uma proposta onde a vice-prefeita ocupa o cargo e atua junto, não só como uma figura decorativa, mas como uma co-participação na tomada de decisões da cidade. É uma honra para mim e um motivo para parabenizar o prefeito. Pretendo continuar assim até o final do meu mandato, sempre colaborando com o nosso prefeito e dando suporte quando ele precisar. Na parte política, o foco é atender todo o cidadão pomerodense que precise de suporte da prefeitura, foi isso que prometemos na campanha e pretendemos cumprir o que falamos.
PZ: Como você irá auxiliar o prefeito a cumprir os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral?
GK: Nós estamos tentando dividir algumas tarefas e o que é possível nós estamos fazendo juntos. Fizemos reuniões semanais com o secretariado, sobre planejamento das ações durante a semana. Estamos fazendo um governo realmente participativo, fico aqui até a hora que é preciso, procuro sempre estar presente. O meu propósito é atender a população quando ela precisar. É uma nova forma de administrar e acredito que estamos no caminho certo.
PZ: Existe uma meta especial a ser atingida no primeiro ano de mandato?
GK: No nosso plano de governo tínhamos propostas e metas a serem começadas já no nosso primeiro mês de trabalho. Só que em função das catástrofes ocorridas em nosso município, todo esse cronograma de implantação do nosso projeto teve que ser alterado. Agora a prioridade é reestruturar a nossa cidade, refazer as ruas que foram atingidas pelas chuvas e atender a população que foi diretamente afetada. A meta é tentar reerguer o nosso município, esse é o papel que cabe ao poder público. A primeira necessidade da população é ter acesso as estradas, as suas casas e ao seu local de trabalho. Temos também as escolas que vão reiniciar suas atividades e temos localidades em que o transporte coletivo não está podendo circular, como é o caso do Alto da Serra. São situações que nos preocupam muito e estamos tentando resolver, para isso que o prefeito foi eleito, para atender as necessidades da população. Nesses primeiros meses vamos nos dedicar integralmente a isso. E depois começar a implantar nossos programas e projetos que temos no nosso plano de governo.
PZ: Vai atrasar muito o plano de governo?
GK: Não tenho a previsão de tempo, são obras que dependem das condições do tempo para serem executadas, mas dependem muito mais de recursos. Houve uma promessa de envio de dinheiro do governo estadual e federal, mas essas verbas ainda não chegaram até nós. Estamos dependendo de dinheiro para fazer tudo o que o município precisa. Por exemplo, temos um levantamento de que precisam ser dragados 75 km de rios e ribeirões e para fazer esse tipo de obra precisamos de recursos e isso não foi previsto no orçamento da cidade. Todos sabem que a lei de responsabilidade fiscal não nos permite gastar dinheiro sem que haja uma previsão orçamentária. São questões que além de burocráticas, temos que ver como a lei nos permite fazer e sem esquecer a questão do tempo, pois há solos que ainda não podem ser mexidos. Por isso não podemos dar estimativas de prazos, temos que trabalhar com muito afinco para que esse prazo seja o mais curto possível.
PZ: Como foi sua experiência como secretária de turismo e como você vai aplica-lá como vice-prefeita?
GK: Nos oito anos que passei na secretaria de turismo tive um aprendizado muito grande em termo de gestão pública. Participei de uma fase nos primeiros dois anos onde não havia a lei de responsabilidade fiscal e a administração pública era feita de outra forma. A lei entrou em vigor quando a ex-prefeita Magrit Krueger assumiu a prefeitura e com isso todo o processo de gestão pública mudou. Foram conhecimentos adquiridos em relação a todo fluxo dentro de uma prefeitura, desde aplicação de recursos até a parte administrativa. A secretaria de turismo não funciona de forma diferente de qualquer outro setor da prefeitura, tem que obedecer as mesmas leis e acompanhar o processo administrativo. Com certeza o que aprendi, tenho condições de aplicar no cargo de vice-prefeita, a diferença é que na secretaria de turismo eu me preocupava com coisas referentes a essa área. Hoje como vice-prefeita eu tenho uma visão macro do município, dos problemas e das soluções necessárias para eles. A diferença é essa, hoje não me atenho apenas ao turismo, mas a todas as secretarias do município.
PZ: Quais são as novidades do turismo para esse ano?
GK: A novidade é uma reforma administrativa, criação de novas secretarias, descentralização na secretaria de obras e também alguma mudança na estrutura da secretaria de turismo. Hoje pensamos numa secretaria de turismo que abrace a cultura, o esporte e o turismo, seguindo o modelo da estruturação do estado. O próprio turismo funciona em função da cultura, os turistas procuram os traços da cultura alemã nas casas, no comércio, na gastronomia e nos produtos. Os eventos culturais que queremos promover trarão turistas para a cidade e da mesma forma para o esporte. Por exemplo, a nossa liga de vôlei; que acaba chamando pessoas de País inteiro para Pomerode, então não podemos mais pensar isoladamente. Mesmo que o evento seja para Pomerode, ele pode ser explorado turisticamente. Essas três áreas vão ter que trabalhar mais próximas e sempre de forma participativa. O turismo é conseqüência do esporte e da cultura. No turismo nós iremos alavancar atividades turísticas no município para atrair cada vez mais visitantes.
PZ: A área do turismo é uma das principais atividades econômicas?
GK: Não é a principal atividade, Pomerode ainda é uma cidade industrial, mas o turismo tem despontado como uma atividade econômica viável no nosso município. O turismo ainda pode ser mais explorado e incentivado, porque tem um grande potencial de crescer. Precisamos reorganizar esse setor para que a gente consiga alcançar as nossas metas que é incrementar a cultura na região, dar mais força e resultados econômicos para Pomerode.
PZ: No dia 15 de Janeiro teve uma reunião a respeito do FGTS, já se tem alguma resposta?
GK: A única resposta que tivemos foi de que o Estado reconheceu o nosso estado de calamidade. O prefeito anterior decretou estado de emergência e estado de calamidade, são duas coisas diferentes e isso permite com que faça coisas diferentes. Quando se declara estado de emergência não podemos liberar o Fundo de Garantia para Pomerode, se tivéssemos estado de calamidade reconhecido poderíamos pleitear isso. A primeira resposta que o secretário de Articulação Nacional Geraldo Althoff nos trouxe é que o governo do estado reconheceu o nosso decreto de calamidade, mas o governo federal por algum motivo não reconheceu. São questões burocráticas, temos que correr atrás e todos sabem que isso não é uma questão rápida de se conseguir. Temos que ter toda a documentação legal pronta para não correr risco ilegal e depois sermos punidos, é um pouco complicado porque qualquer gasto público deve ser analisado como será implantado.